Como a ANVISA define ingredientes proibidos em cosméticos

Como a ANVISA define ingredientes proibidos em cosméticos

Publicado por Nádia Norberto em

O autocuidado é uma paixão enraizada na cultura brasileira. Rotinas de banho premium, cuidados completos com a pele (skincare), cabelos sempre tratados e o uso de fragrâncias são hábitos comuns. Não é por acaso que o Brasil se destaca como o terceiro maior consumidor global de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Apesar da robustez desse mercado, persiste uma lacuna significativa no que tange à segurança e regulamentação de cosméticos. Em um cenário de lançamentos contínuos e tendências virais, uma questão fundamental emerge: quem assegura que os cosméticos utilizados diariamente são, de fato, seguros?

O papel importante da ANVISA na segurança dos cosméticos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é a entidade responsável por regulamentar produtos que exercem impacto direto na saúde pública brasileira, abrangendo alimentos, medicamentos e, evidentemente, cosméticos.

No segmento da beleza, a atuação da ANVISA compreende:

  • Definição de normas para fabricação e comercialização
  • Estabelecimento de critérios rigorosos para rotulagem e testes de comprovação de segurança
  • Avaliação contínua de ingredientes, classificando-os como permitidos, restritos ou proibidos
  • Monitoramento de efeitos adversos após a introdução dos produtos no mercado

A regulamentação de cosméticos no Brasil visa primordialmente à mitigação de riscos potenciais, tais como irritações, reações alérgicas, toxicidade e danos cumulativos à saúde.

Como a ANVISA define ingredientes proibidos em cosméticos

As proibições de ingredientes impostas pela ANVISA são fundamentadas em avaliações científicas aprofundadas, relatórios toxicológicos e evidências concretas de risco à saúde humana ou ao meio ambiente.

Um ingrediente pode ser restrito ou banido caso demonstre potencial para causar:

  • Disfunções endócrinas
  • Sensibilização cutânea
  • Toxicidade crônica
  • Impactos ambientais relevantes

Contudo, o processo de regulamentação, apesar de rigoroso, é gradual. É comum que ingredientes já proibidos em outras nações permaneçam liberados no Brasil por um período, até que testes, comprovações e processos internos sejam liberados.

ANVISA vs. Europa e Japão: uma comparação regulatória

Regulamentação cosmética europeia

A União Europeia é reconhecida por possuir uma das legislações mais rigorosas globalmente. Atualmente, mais de 1.700 ingredientes são proibidos ou severamente restringidos. O princípio da precaução é a diretriz central: havendo dúvida científica relevante sobre a segurança de um ingrediente, aplica-se o princípio da precaução, levando a restrição, proibição ou revisão de condições de uso.

Regulação de cosméticos no Japão

O Japão também adota regras rigorosas. O país diferencia cosméticos dos chamados “quasi-drugs” (algo como “quase medicamentos”), uma categoria intermediária para produtos com ação funcional mais ativa, como controle de acne ou proteção da barreira cutânea. Por isso, esses produtos estão sujeitos a exigências regulatórias específicas.

O posicionamento do Brasil

Em comparação, o Brasil, por meio da ANVISA, adota uma abordagem baseada na avaliação e gestão de risco, com alinhamento ao Mercosul e referências internacionais, como a União Europeia. No entanto, essa regulação não conta com uma categoria intermediária semelhante aos quasi-drugs japoneses.

Mesmo quando há classificação por grau de risco e exigência de comprovação técnica para alegações como controle de oleosidade, ação antirrugas ou clareamento, esses produtos seguem enquadrados como cosméticos no Brasil.

Por que a Riô vai além

A Riô SkinLab compreende que a espera por atualizações regulatórias pode expor a pele a riscos desnecessários. Por essa razão, a marca monitora continuamente as normativas e diretrizes de:

  • União Europeia
  • Estados Unidos (FDA)
  • Japão e outros mercados asiáticos

A política da marca é inequívoca: se um ingrediente é restrito ou mesmo questionado por esses órgãos internacionais, ele é imediatamente excluído das formulações da Riô, mesmo que sua utilização ainda seja permitida pela ANVISA.

Essa postura proativa já resultou, inclusive, na descontinuação de produtos cujos componentes foram restringidos no exterior.

Ingredientes banidos preventivamente pela Riô

Entre os ingredientes que a Riô exclui de suas formulações, destacam-se:

  • Parabenos
  • Formaldeído e seus liberadores
  • Ftalatos
  • Triclosan
  • Óleo mineral e derivados de petróleo
  • Silicones oclusivos
  • Filtros UV com impacto ambiental documentado

A decisão de banir esses componentes considera tanto a segurança cutânea quanto a responsabilidade ambiental.

SkinSAFE™: um selo que eleva o padrão de segurança

Além de aderir às normas nacionais e internacionais, a Riô SkinLab é a única marca brasileira de cosméticos com o selo SkinSAFE™. Este selo foi desenvolvido nos Estados Unidos em colaboração com a Mayo Clinic, um dos mais renomados centros médicos e de pesquisa do mundo.

O selo SkinSAFE™ avalia rigorosamente o potencial alergênico e irritativo das formulações, garantindo a segurança até mesmo para peles sensíveis e sensibilizadas.

Mais do que simplesmente responder à questão “como os agentes regulatórios aprovam cosméticos?”, o SkinSAFE™ representa um patamar superior de cuidado, embasado em ciência e transparência.

Segurança, eficácia e pele brasileira no centro de tudo

Para a Riô SkinLab, formular produtos vai além de atender à legislação de cosméticos vigente. Nosso compromisso envolve uma visão mais ampla e responsável do cuidado com a pele, baseada em quatro pilares fundamentais:

  • Ciência global, com acompanhamento constante das evidências científicas e dos principais órgãos regulatórios internacionais.
  • Segurança extrema, priorizando fórmulas de alta tolerabilidade, inclusive para peles sensíveis e sensibilizadas.
  • Rastreabilidade internacional, desde a escolha dos ativos até a avaliação de segurança e eficácia.
  • Sensoriais pensados para o uso diário, com texturas confortáveis, eficazes e adaptadas ao clima e ao estilo de vida brasileiros.

Esse conjunto garante que cada fórmula una desempenho real, segurança comprovada e uma experiência que faz sentido no dia a dia.

 

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