O que é melasma: causas, tratamento e prevenção

O que é melasma: causas, tratamento e prevenção

Publicado por Nádia Norberto em

Se você já notou manchas acastanhadas no rosto que insistem em voltar, saiba que não está sozinha. O melasma é uma das queixas mais comuns nos consultórios de dermatologia no Brasil. E aqui está o paradoxo: apesar de tão frequente, é uma das condições mais difíceis de tratar de verdade. 

Muita gente investe em clareadores, procedimentos e promessas milagrosas, vê a pele melhorar e, semanas depois, assiste às manchas voltarem. Isso acontece porque o melasma não é uma mancha qualquer: é uma condição crônica, que exige constância, proteção diária e conhecimento. É por aí que começamos. 

O que é melasma 

O melasma é uma condição crônica da pele caracterizada por manchas escuras, geralmente acastanhadas ou acinzentadas, de formato irregular e bordas bem definidas. Elas surgem porque os melanócitos (as células que produzem melanina) passam a trabalhar de forma acelerada e desorganizada em algumas regiões. 

O melasma no rosto é o mais comum, com preferência por bochechas, testa, buço e nariz. Mas ele também pode aparecer no corpo, principalmente em áreas expostas ao sol, como colo e braços. 

A ciência mais recente entende o melasma como uma manifestação de fotoenvelhecimento: um sinal de que aquela região da pele sofreu, ao longo dos anos, os efeitos combinados de radiação solar, calor e estímulos hormonais. 

Tipos de melasma 

A profundidade do pigmento define os tipos de melasma: 

  • Epidérmico: o pigmento está nas camadas mais superficiais. Costuma responder melhor aos tratamentos. 
  • Dérmico: o pigmento está mais profundo, o que torna o clareamento mais lento. 
  • Misto: combina os dois padrões e é o tipo mais frequente. 

Existe ainda um componente vascular: em muitos casos, os pequenos vasos da região participam do processo, o que ajuda a explicar por que algumas manchas parecem avermelhadas e por que o calor pode piorar o quadro. 

Qual a diferença entre melasma e mancha? 

Nem toda mancha escura é melasma. Entender a diferença entre melasma e mancha é essencial para tratar do jeito certo: 

  • Melasma: manchas simétricas, de formato irregular, que surgem gradualmente e pioram com sol e calor. Têm caráter crônico e tendência a voltar. 
  • Manchas de sol (melanoses solares): pequenas, arredondadas e isoladas, comuns em áreas de exposição ao longo da vida. 
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória: aparece depois de uma inflamação, como acne, machucados ou depilação. 
  • Sardas: pontos pequenos, geralmente genéticos, que escurecem com o sol. 

Na dúvida, o diagnóstico deve sempre ser feito por dermatologista, que consegue avaliar a profundidade e o tipo da mancha. 

O que causa melasma 

Não existe uma causa única. O que causa melasma é a combinação de fatores que se somam ao longo do tempo: 

  • Predisposição genética: ter familiares com melasma aumenta o risco. 
  • Radiação solar: o principal gatilho. E não é só o UV: a luz visível (inclusive a luz azul de telas e lâmpadas) também estimula a pigmentação. 
  • Hormônios: gravidez, anticoncepcionais e reposição hormonal podem desencadear ou agravar o quadro. O melasma gestacional é tão comum que ganhou apelido popular: "máscara da gravidez". 
  • Calor: temperaturas altas estimulam a pigmentação, um ponto especialmente relevante no clima tropical brasileiro. 

O melasma é mais frequente em mulheres e em fototipos intermediários e altos. Na pele negra e em tons de pele morenos, a condição merece atenção redobrada: a luz visível tem impacto ainda maior na pigmentação desses fototipos, e o tratamento precisa ser cuidadoso para não gerar novas manchas. 

Melasma tem cura? 

Essa é a pergunta mais buscada sobre o tema, e a resposta honesta é: não. O melasma não tem cura, mas tem controle. 

Isso significa que os melanócitos daquela região permanecem "sensibilizados" e podem voltar a produzir pigmento em excesso sempre que forem estimulados. Por isso as manchas retornam quando o tratamento ou a fotoproteção são abandonados. 

A boa notícia: com a rotina certa, é totalmente possível reduzir as manchas,  uniformizando o tom da pele manter o resultado e conviver bem com a condição. 

Como tratar e prevenir o melasma 

O tratamento do melasma funciona em duas frentes que precisam andar juntas: 

Proteção diária (a base de tudo)

  • Protetor solar todos os dias, inclusive em dias nublados e em ambientes internos. 
  • Para melasma, o ideal é o protetor solar com cor: os pigmentos ajudam a bloquear a luz visível, que o filtro comum não cobre. 
  • Reaplicação ao longo do dia e proteção física (chapéu, boné, sombra) reforçam o resultado. 

Tratamento uniformizador(com orientação profissional) 

  • Ativos despigmentantes e antioxidantes de uso tópico ajudam a reduzir a produção e a transferência de melanina. 
  • Em alguns casos, o dermatologista pode indicar medicações orais ou procedimentos complementares. 
  • Ativos como o retinol pedem orientação: podem fazer parte da rotina, mas exigem introdução gradual e fotoproteção rigorosa. Na gestação, retinoides, arbutin, ácido kójico e tranexâmico devem ser evitados. 

Prevenir segue a mesma lógica: fotoproteção consistente, controle dos gatilhos e acompanhamento dermatológico. 

Dicas de skincare para melasma no dia a dia 

Pequenos hábitos fazem diferença no controle do melasma: 

  • Limpe a pele com fórmulas suaves, que respeitam a barreira cutânea. Evite fricção intensa. 
  • Aplique o protetor solar com cor como último passo da rotina da manhã, todos os dias. 
  • Reaplique o protetor a cada 2 horas em exposição direta. 
  • Evite os horários de sol mais intenso e o calor excessivo (até mesmo o secador de cabelo pode ser um agravante). 
  • Mantenha a pele hidratada: uma barreira saudável responde melhor aos tratamentos. 
  • Tenha constância. No melasma, a regularidade vale mais do que qualquer ativo isolado. 

A pele brasileira merece ciência feita para ela 

A Riô SkinLab nasceu para cuidar da pele que vive no clima tropical. Nossas fórmulas biomiméticas respeitam o funcionamento natural da pele e o equilíbrio do microbioma, com texturas leves, de absorção imediata, pensadas para a rotina real de quem vive sob sol e calor o ano inteiro. 

Cuidar do melasma é um compromisso diário. E ter ao lado uma ciência que entende a pele brasileira torna esse caminho mais leve. 

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