No nosso artigo anterior, O que é melasma: causas, tratamento e prevenção, explicamos o que é essa condição, o que a provoca e como preveni-la. Lá contamos que o melasma não é sempre igual: existem três tipos, e cada um se comporta de um jeito. Hoje vamos aprofundar esse ponto e mostrar as principais diferenças entre eles, como reconhecê-los e por que essa distinção faz diferença no resultado do tratamento.
Por que saber o tipo de melasma importa?
Identificar corretamente ajuda a definir expectativas realistas e a escolher a abordagem certa. Um melasma mais superficial tende a responder mais rápido, enquanto um mais profundo costuma ser resistente e exigir mais tempo.
"Confundir melasma com outra mancha pode levar a cuidados que não resolvem, ou que até pioram o quadro. Por isso, a avaliação profissional é sempre o ponto de partida."
Dra. Camila Nobre, dermatologista
Tipos de melasma
Melasma dérmico
- Como surge: o pigmento se concentra nas camadas mais profundas da pele. Costuma estar associado a quadros de longa data e a exposição solar acumulada.
- Como se apresenta: bordas mal definidas e cor que varia do marrom-claro ao acinzentado ou azulado.
- Tratamento: é o tipo mais resistente. A resposta tende a ser lenta e parcial, e o acompanhamento dermatológico intenso é indispensável, pois pode exigir uma abordagem mais completa, combinando diferentes recursos.
- Dica: paciência e constância são decisivas. Fotoproteção diária e rigorosa (inclusive contra a luz visível) evita que o quadro piore enquanto o tratamento avança.
Melasma epidérmico
- Como surge: o excesso de pigmento fica nas camadas mais superficiais da pele.
- Como se apresenta: bordas bem definidas e tom marrom mais escuro, geralmente mais fácil de visualizar.
- Tratamento: é o tipo com melhor resposta. Combina ativos tópicos indicados pelo dermatologista com fotoproteção constante.
- Dica: por responder bem, é onde a rotina caprichada rende mais. Não interromper o cuidado ao ver os primeiros resultados ajuda a evitar o retorno das manchas.
Melasma misto
- Como surge: reúne pigmento nas camadas superficiais e profundas ao mesmo tempo. É o tipo mais comum.
- Como se apresenta: combinação de tons marrom-claro, marrom-escuro e acinzentado na mesma região.
- Tratamento: a resposta costuma ser parcial, com melhora nas áreas mais superficiais. Pede uma abordagem combinada e bem orientada.
- Dica: como reúne características dos dois tipos, é ainda mais importante manter o cuidado a longo prazo e alinhar expectativas com o profissional.
Como saber que tipo de melasma você tem?
Historicamente, um dos exames tradicionais é o teste da lâmpada de Wood, uma luz especial que ajuda a estimar a profundidade do pigmento: no melasma epidérmico, as manchas costumam ficar mais evidentes sob a luz; no dérmico, quase não há alteração.
Contudo, atualmente sabemos que ele não é confiável. Estudos mostram que os resultados são inconsistentes, principalmente em peles mais pigmentadas, muito comuns aqui no Brasil. Ou seja, ele indica uma tendência, mas não fecha o diagnóstico.
"A forma mais confiável de descobrir qual é o seu tipo de melasma é a consulta com o dermatologista. Só o profissional, com avaliação clínica e recursos como a dermatoscopia, consegue confirmar o tipo e montar um plano adequado ao seu caso."
Dra. Camila Nobre, dermatologista
Sobre a Riô
A Riô é uma marca brasileira de bioinovação dermocosmética, criada para a pele brasileira em toda a sua diversidade de fototipos e para a nossa rotina sob clima tropical. Nossas fórmulas biomiméticas respeitam a barreira e o microbioma da pele, unindo ciência e cuidado para resultados reais no dia a dia.